Quando Anderson Daronco, árbitro de 44 anos natural do Rio Grande do Sul, assumiu a apitação do confronto entre Ponte Preta e Guarani em Campinas, a cidade sentiu a pressão de uma dérbis que pode mudar o futuro das duas agremiações. O duelo acontece dentro da Fase final da Série C do Campeonato Brasileiro, programada para o sábado, 11 de outubro de 2025, às 17h, no Estádio Moisés Lucarelli, conhecido como Majestoso.
Contexto da maratona de confrontos
Desde o início de outubro, Campinas viveu uma sequência frenética: cinco dérbis em nove dias, envolvendo as equipes principais e suas categorias de base. A primeira partida da série aconteceu na sexta‑feira, 10 de outubro, às 15h, no Estádio Brinco de Ouro, quando o Guarani venceu o primeiro confronto do Campeonato Paulista Sub‑20 por 1 a 0, garantindo a vantagem do empate para avançar às semifinais. No mesmo dia, às 10h, o confronto Sub‑17 foi disputado no Estádio Municipal Felipe Augusto de Almeida, em Itapira, onde o Guarani também saiu vitorioso por 1 a 0, repetindo a fórmula de vantagem.
A maratona, porém, tem um objetivo maior: definir quem sobe para a Série B de 2026 e quem disputa o título da Série C. A Ponte Preta lidera o Grupo C com 10 pontos, após três vitórias, um empate e uma derrota. Um único ponto basta para confirmar o acesso. O Guarani, com sete pontos, precisa vencer para garantir o mesmo objetivo e ainda assegurar uma vaga na final da competição.
Detalhes dos confrontos decisivos
O duelo principal, o dérbi 212, será apitado por Daronco, que já comandou o clássico campineiro em 2019, quando a Ponte Preta venceu por 1 a 0 graças a Matheus Vargas. Nesta ocasião, o árbitro tem à sua frente 40 partidas já disputadas em 2025, incluindo jogos da Série A, Libertadores e Sul‑Americana. Seu último compromisso antes do Majestoso foi a partida entre Ceará e Santos, na Arena Castelão.
O estádio, localizado na Avenida Francisco Glicério, 1.414, Centro, tem capacidade para 19.728 torcedores. A expectativa é de casa cheia, já que a torcida da Ponte costuma lotar o Majestoso nos momentos decisivos. O Guarani, por sua vez, tem sua base de apoio no Estádio Brinco de Ouro, Avenida Dr. Romeu Tórtima, 621, Vila Itapura, que acomoda quase 30 mil pessoas – local onde o time sub‑20 recebe o adversário às 15h.
Se a Ponte Preta empatar, assegura o acesso e ainda pode sonhar com a vaga na final, enquanto uma derrota obriga o time a depender de um resultado favorável entre Náutico e Brusque. Já o Guarani tem tudo a ganhar, mas corre o risco de ficar fora da Série B caso não consiga a vitória.
Repercussões nas categorias de base
Nas categorias Sub‑20 e Sub‑17, a vantagem do empate já está garantida ao Guarani, que venceu os confrontos de ida por 1 a 0 em ambos os casos. Caso o placar agregado termine empatado, as vagas serão decididas nos pênaltis – não há critério de saldo de gols. Essa regra aumenta ainda mais a pressão nas partidas de ida, que foram marcadas por estratégias defensivas e oportunidades de contra‑ataque.
Os técnicos das duas agremiações aproveitaram as vitórias nas categorias de base para dar moral ao elenco principal. O treinador da Ponte Preta, Gerson Gusmão, destacou que "as jovens lições de disciplina e sangue‑frio são fundamentais para a equipe principal", enquanto o técnico do Guarani, Eduardo Baptista, afirmou que "o sucesso nas categorias de base reforça a confiança dos jogadores experientes".
Análise das implicações para o acesso à Série B
Historicamente, dos 212 confrontos oficiais já realizados entre as agremiações (dados atualizados após o dérbi 210), o Guarani tem 71 vitórias, a Ponte Preta 68 e 70 empates. Esses números mostram que a balança está quase equilibrada, mas a vantagem recente do Guarani nas categorias de base pode gerar um efeito psicológico importante.
Especialistas da Federação Paulista de Futebol apontam que a diferença de gols sofridos (3 da Ponte vs 5 do Guarani) pode indicar vulnerabilidade defensiva do Bugre, sobretudo contra equipes que pressionam alto. Por outro lado, a ofensividade da Ponte, com 11 gols marcados, sugere que a equipe tem arsenal para abrir o placar mesmo sob pressão.
O jornalista esportivo Rafael Ratti, da Gazeta de Campinas, comenta que "o Derby no Majestoso costuma criar partidas de alta carga emocional, e o fator árbitro pode ser decisivo. Daronco tem experiência, mas já apitou jogos que geraram protestos de torcida".
O que vem pela frente
Se a Ponte Preta garantir o acesso, o próximo passo será a final da Série C, prevista para 18 de outubro de 2025, no Rio de Janeiro, onde o campeão também assegura vaga direta na Copa do Brasil de 2026. O Guarani, caso conquiste a vitória neste sábado, não só sobe à Série B, mas ainda entra na disputa do título, com a chance de garantir o troféu e o acesso à Copa do Brasil.
Enquanto isso, os torcedores de Campinas se preparam para duas noites intensas de futebol. Comprar ingressos ainda está possível nas bilheterias do Majestoso e do Brinco de Ouro, mas a demanda supera a oferta. A cidade espera que o clima de festa continue, mesmo que o desfecho seja imprevisível.
Perguntas Frequentes
Como fica o acesso à Série B para o Guarani?
O Guarani precisa vencer o dérbi de sábado para garantir o acesso direto. Se perder, dependerá do resultado entre Náutico e Brusque, o que torna a vitória essencial.
O que acontece se a Ponte Preta empatar?
Um empate basta para confirmar o acesso da Ponte Preta à Série B, já que o clube lidera o grupo com 10 pontos e precisa apenas de um ponto para selar a vaga.
Qual a importância dos confrontos Sub‑20 e Sub‑17?
Nas categorias de base, o Guarani já tem vantagem do empate após vencer as partidas de ida por 1 a 0. Caso os agregados terminem empatados, as vagas serão decididas nos pênaltis, aumentando a pressão nos jogos de volta.
Quem será o árbitro do clássico?
A partida será apitada por Anderson Daronco, experiente árbitro da Fifa, que já comandou um dérbi campineiro em 2019.
Quando será a cerimônia de entrega do título?
A entrega do troféu da Série C está marcada para 18 de outubro de 2025, no Rio de Janeiro, ocasião em que o campeão receberá também a vaga direta na Copa do Brasil de 2026.
Raif Arantes
outubro 10, 2025 AT 22:27Esse dérbi vai ser um verdadeiro espetáculo de manipulação! O Daronco já tem um histórico sombrio de favorecer o time da casa, e não é por acaso que ele já apitou jogos que deixaram a torcida em estado de choque. A pressão sobre a Ponte Preta está tão alta que qualquer erro do árbitro pode virar notícia nacional e mudar o rumo da Série C. Preparem os lanches, porque vai ser drama do início ao fim!
Sandra Regina Alves Teixeira
outubro 19, 2025 AT 00:53Calma aí, Raif! A energia da torcida de Campinas costuma transformar qualquer tensão em festa. Independentemente do árbitro, os jogadores dão o sangue em campo e a rivalidade saudável só aumenta a emoção. Vamos apoiar nossos times com respeito e curtir cada lance como se fosse o último!
Maria Daiane
outubro 27, 2025 AT 02:19Ao analisar este confronto, percebemos que o equilíbrio histórico entre as equipes reflete uma disputa quase filosófica de identidades regionais. A luta por acesso à Série B transcende o simples resultado; ela encapsula a esperança dos torcedores e a memória coletiva das duas agremiações. Cada ponto conquistado é, na verdade, um fragmento da narrativa cultural que molda Campinas. Se a Ponte Preta assegurar o empate, garantirá não só a vaga, mas também reforçará sua trajetória de resiliência. Por outro lado, o Guarani, ao buscar a vitória, procura validar seu esforço nas categorias de base, onde já demonstrou superioridade tática. Assim, o jogo se apresenta como um teste de estratégias defensivas versus ofensivas, como bem apontou a análise de especialistas. Em última instância, o que importa é que ambas as equipes tenham a oportunidade de escrever um novo capítulo na história do futebol local.
Jéssica Farias NUNES
novembro 4, 2025 AT 04:45Olha, Maria, vamos combinar que essa história toda já virou novela das oito. Enquanto a gente fica filosofando, os times já estão lá, suando a camisa e tentando não fazer papel de coadjuvantes. Se a gente ficar só de papo, perde a graça. Que venham os gols, que venham as faltas, que venham as defesas dignas de filme.
Elis Coelho
novembro 12, 2025 AT 07:10Não é coincidência que o árbitro tenha sido escolhido exatamente neste momento crítico. A elite do futebol tem interesses ocultos que vão muito além do que vemos nos campos. Cada apito pode ser manipulado para favorecer quem tem conexões com os dirigentes da federação. Fiquem atentos, pois a verdade está sendo encoberta por trás de manchetes sensacionalistas.
Camila Alcantara
novembro 20, 2025 AT 09:36Esse clássico vai ser a prova de que o futebol brasileiro tem alma! A Ponte Preta, com seu histórico de superação, vai mostrar que a garra campineira não tem preço. Que os torcedores tragam bandeiras, que o estádio ecoe e que o Guarani sinta o peso da história. Avante, Alvirrubros!
Lucas Lima
novembro 28, 2025 AT 12:02É lindo ver a paixão da torcida, mas não podemos esquecer que o jogo será intenso e exigirá muito da equipe técnica. O treinador da Ponte tem trabalhado nos treinos de posse de bola e na organização defensiva, buscando reduzir os espaços que o Guarani costuma explorar nas transições rápidas. Por outro lado, o Guarani tem investido em jogadas de bola parada, que podem ser decisivas nos momentos finais. Portanto, cada detalhe conta e a preparação mental dos jogadores será crucial para lidar com a pressão.
Cris Vieira
dezembro 6, 2025 AT 14:28Vale observar que o confronto decidirá não apenas o acesso, mas também a moral das bases. As vitórias recentes do Guarani nas categorias Sub‑20 e Sub‑17 dão um indício de que o clube tem construído um projeto sólido de desenvolvimento. Essa continuidade pode influenciar positivamente o elenco principal, trazendo energia renovada para o jogo decisivo.
Paula Athayde
dezembro 14, 2025 AT 16:54😂😂😂 É, Cris, mas no fundo todo mundo sabe que drama fica ainda maior quando a torcida do Guarani traz aquele grito de guerra que faz tremer até o teto do Majestoso! Vai ser show de emojis, confete e muita, mas muita, cobrança nas redes sociais! 🚩🔥
Ageu Dantas
dezembro 22, 2025 AT 19:20Finalmente chegamos a esse clássico, mas minha paciência está no limite. Não vou perder tempo analisando táticas; só quero ver quem vai levantar a taça e acabar com essa saga interminável de jogos que não resolvem nada. Que venham os gols ou a decisão nos pênaltis, desde que alguém saia vencedor.
Bruno Maia Demasi
dezembro 30, 2025 AT 21:45O derbi entre Ponte Preta e Guarani representa mais do que apenas uma partida de futebol; ele é um microcosmo das forças socioculturais que moldam a identidade de Campinas. Primeiro, a rivalidade histórica, que remonta a décadas de confrontos, cria um sentimento de pertencimento que transcende a simples prática esportiva. Segundo, a disputa pela Série B revela a dinâmica de mobilidade social dentro do cenário esportivo brasileiro, onde o acesso a divisões superiores pode alavancar recursos econômicos e visibilidade nacional. Terceiro, a presença de categorias de base vencedoras do Guarani ilumina a importância de investimento a longo prazo na formação de atletas, refletindo uma estratégia de desenvolvimento sustentável. Quarto, a escolha do árbitro Anderson Daronco, já conhecido por decisões controversas, adiciona uma camada de incerteza que pode influenciar a percepção da legitimidade do resultado. Quinto, o papel da mídia local, que amplia cada detalhe do confronto, reforça a narrativa de um evento de alta relevância para a comunidade. Sexto, o comportamento da torcida, que converte a energia coletiva em pressão psicológica sobre os jogadores, demonstra o poder da massa em ambientes competitivos. Sétimo, a estratégia tática de ambos os times - a Ponte Preta focando em transições rápidas enquanto o Guarani aposta em bola parada - evidencia a diversidade de abordagens dentro do mesmo contexto competitivo. Oitavo, a importância do acesso à Série B, que não só garante uma vaga em competições futuras como a Copa do Brasil, mas também impulsiona a economia local com venda de ingressos e merchandising. Nono, a possível consequência de uma derrota, que coloca em risco a continuidade do projeto esportivo de cada clube, afetando patrocinadores e investimentos. Décimo, a simbologia do Majestoso como palco, que representa tradição e modernidade, serve como cenário perfeito para esta culminância. Décimo‑primeiro, a necessidade de compreender que o desfecho pode ser decidido nos pênaltis, mostrando como a aleatoriedade pode definir destinos. Por fim, o que somos nós, espectadores, ao testemunhar este evento? Somos meros consumidores de entretenimento ou participantes ativos de um processo histórico que molda a identidade coletiva de uma cidade. Cada gol, cada apito e cada raça de torcedor compõem o mosaico desse drama esportivo que, em última análise, reflete quem somos.
Rafaela Gonçalves Correia
janeiro 8, 2026 AT 00:11Bruno, realmente trouxe uma ótica bem abrangente, mas não podemos deixar de notar que sempre há uma camada invisível por trás dessas análises. Enquanto falamos de estratégias e identidade, há quem controle as decisões nos bastidores, influenciando resultados de maneira sutil. Esse tipo de "jogo de sombras" costuma ser ignorado nas discussões públicas, mas é vital para entender o panorama completo. Por isso, devemos manter o senso crítico ativo e observar não só o campo, mas também quem está direcionando os fios.