Fluido refrigerante: Por que é necessária a sua reciclagem? – Refriville

Fonte: Blog Seu Paschoal

Apesar de poucas pessoas conhecerem, o fluido refrigerante tem uma grande importância no nosso dia a dia, pois o mesmo está presente em todos os sistemas de climatização e refrigeração dos ambientes.

Mas, infelizmente, o fluido refrigerante tem um grande impacto ambiental caso não seja descartado corretamente, além também de colocar a saúde dos que o manuseiam em risco.

E, hoje já existem meios de recolher esse gás de forma correta e também de reciclá-lo.

Se você quer saber mais sobre o fluido refrigerante, sua função e como você pode reutilizá-lo, continue lendo!

 

O que é fluido refrigerante?

Fluido refrigerante é um produto químico responsável pelas mudanças térmicas nos sistemas de climatização e de refrigeração dos ambientes.

O gás refrigerante, como também é chamado, tem a propriedade de passar do estado gasoso para o líquido.

Esse processo faz com ele absorva o calor e consequentemente resfrie o ambiente.

Consequentemente, ele evapora ao absorver o calor e se liquefaz quando começa esfriar, o que lhe fez ficar conhecido como gás ou fluido refrigerante.

 

Qual a função do fluido refrigerante?

Os fluidos refrigerantes são os responsáveis por absorver todo o calor do ambiente e o conduz por meio do sistema de instalação até chegar nas saídas de ar da unidade externa, também chamada de condensadora.

Em resumo, são eles os responsáveis por todo o funcionamento de um sistema de refrigeração.

 

Qual a composição do fluido refrigerante?

Quanto à composição o fluido refrigerante é classificado em:

  • Os refrigerantes halogenados: amônia, dióxido de enxofre, dióxido de carbono;
  • Hidrocarbonetos não halogenados (metano e outros).

 

O gás refrigerante é nocivo para a saúde e para o meio ambiente

Alguns desses gases refrigerantes, como a amônia e o dióxido de enxofre, são muito tóxicos, e podem causar sérios danos à saúde do profissional que está exposto e vulnerável.

Pesquisas mostram que esses mesmos gases são altamente poluentes e afetam de forma significativa a camada de ozônio.

Preocupados com os efeitos que esses gases causam, autoridades internacionais uniram-se para entrar em acordo, e juntos buscarem soluções para estudar e cuidar da camada de ozônio.

 

O Protocolo de Montreal

Autoridades internacionais, preocupadas em proteger a camada de ozônio do planeta, firmaram em 1987 o Protocolo de Montreal.

Vale a pena abrir um parêntese para informar que a camada de ozônio exerce o papel de proteger a Terra dos raios ultravioleta que são nocivos ao meio ambiente e para o homem.

Fonte: Infoescola

Esse Protocolo se baseia em campanhas para reduzir a produção e principalmente o consumo de substâncias consideradas prejudiciais e responsáveis pelo desgaste da camada de ozônio.

Atualmente, quase duzentos países participam do acordo, não só fazendo campanhas para reduzir o consumo de produtos prejudiciais, mas implantando em seus territórios medidas voltadas para eliminar de forma significativa o consumo de gases nocivos à camada de ozônio.

Em 2015 a revista científica britânica Nature divulgou um estudo afirmando que, graças ao Protocolo de Montreal, a camada de ozônio diminuiu menos do que se esperava. Isso quer dizer que o combate às substâncias que a destroem está funcionando.

Mas, ainda temos muito a ser feito, principalmente quando se trata de fluido refrigerante.

 

Adoção de medidas de segurança

Em 1990, o Brasil aderiu ao Protocolo e comprometeu-se a estudar e proteger a camada de ozônio em solo brasileiro.

E na época foi instituído o PNC – Plano Nacional de Eliminação de CFCs, os gases considerados nocivos à camada de ozônio.

Esses gases passaram por uma melhoria e se tornaram 90 menos agressivos ao meio ambiente e passaram a serem chamados de Hidroclorofluorcarbonos, ou os HCFCs.

 

A camada de ozônio

Em 2007 o Protocolo de Montreal começou a se concentrar em um outro problema: o aquecimento global, pois descobriu-se que os HCFs agravavam de maneira significativa o efeito estufa.

Traçado então o objetivo de até 2040 fazer com que os hidroclorofluorcarbonos sejam extintos.

E para isso foi criado o PBH – Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs, que visa a eliminação gradativa dos HFCs.

 

Sobre os HCFCs

Os HCFCs são gases de extremo impacto ao meio ambiente, isso quer dizer que, são altamente prejudiciais quando liberados diretamente no ar.

Hoje os HCFCs são os gases mais comuns utilizados no setor de refrigeração e estima-se que uma boa parte deles é liberada por meio de vazamentos nos sistemas de climatização e refrigeração.

Somente no Brasil consomem-se 1,3 mil toneladas de HCFCs por ano. Desses 44,7% têm relação com a manutenção de equipamentos de ar condicionado e 51,5% com equipamentos de refrigeração.

E, como solução do problema, uma das orientações do PBH é que se criem os centros de regeneração.

 

O que são os centros de regeneração?

Os centros de regeneração nada mais são que postos de coleta desses gases que serão encaminhados para outro posto, regional, onde serão tratados para possível venda.

Esses centros estão autorizados e aptos a tratar os gases R-12, R-22, R-134a, mistura (blends) de CFCs e HCFCs, desde que cumpram com as normativas do PNC.

Fonte: Ecosave

 

Quem pode ter um centro de regeneração?

Toda empresa que tiver interesse em se tornar um ponto de recolhimentos desses gases, pode fazê-lo, desde que:

  • Atendam as normas do PNC;
  • Solicitem o equipamento junto ao Ministério do Meio Ambiente;
  • Tenham licença ambiental.

 

Como funciona o recolhimento do fluido refrigerante?

O recolhimento do material é feito por meio de máquina solicitada, como dissemos ao MMA, armazenado em bolsas recolhedoras e encaminhado para reciclagem.

 

Sobre a reciclagem

Uma vez recolhido e armazenado adequadamente, o gás refrigerante deve ser encaminhado para o Centro Regional de Regeneração, conforme já falamos.

Lá serão retiradas todas as impurezas dele, como partículas, óleo, umidade e até mesmo outros gases não condensáveis, tudo isso em equipamento especial e capacitado para a função.

 

Reutilização do fluido refrigerante

Depois de todo o processo de regeneração o gás pode ser reutilizado, mas antes é preciso passar por testes de laboratório e só será aprovado se atingir 99,8% de pureza.

Atingido o nível ele poderá ser vendido e usado em consertos e manutenção de outros equipamentos que usam o gás, chegando a custar 40% mais barato.

Portanto, a manutenção do sistema de refrigeração e a correta retirada dos gases fluorescentes é fator determinante para a preservação do meio ambiente e para a saúde dos envolvidos.

Agora que você conhece mais detalhado sobre o fluido refrigerante e suas consequências, contate a Refriville Refrigeração e Climatização, empresa que está engajada no processo de reciclagem do material e faz todo esse processo de reciclagem de forma correta.

Fontes:
G1
Infoescola
Exame Abril

A Refriville Refrigeração e Climatização está sediada na cidade de Joinville e atua no mercado desde 2015.

Sua especialização é voltada para as áreas de ventilação, ar condicionado e refrigeração, atendendo de forma altamente qualificada e inovadora.

Além de atender de forma especializada a necessidade do cliente, preza por cumprir o prazo de entrega e atende o orienta o cliente dentro das normativas e regulamentações nacional.

Conheça neste link todas as informações para contato da Refriville Refrigeração e Climatização, empresa parceira do Catálogo Empresarial CREA-SC.

Matéria escrita por: Marlete das Neves

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